OS SOFRIMENTOS DE JESUS

OS SOFRIMENTOS DE JESUS

No Salmo 41, Davi, lamentando sua situação, invoca o socorro de Deus para protegê-lo de seus inimigos, que eram maledicentes, maldosos e murmuradores. Essa adversidade chega ao clímax quando percebe que o seu amigo intimo também estava contra ele. Pelo que externou sua profunda decepção,dizendo: “Até o meu amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, e que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar”, Sl 41:9.

9.1 – TRAIDO PELO AMIGO

Davi, inspirado pelo Espírito Santo, registrou essas palavras proféticas que se cumpriram com toda a exatidão na pessoa do Messias Jesus, que se declara traído , sendo o seu traidor Judas Iscariotes.
O próprio Jesus deixou transparecer claramente que a escol.ha de Judas para o apostolado foi para se cumprir a Escritura que diz: “Aquele que come do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar”, João 13:18.

9.2 – JULGADO INJUSTAMENTE

“Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido”. Is 53:8. A expressão “juízo opressor” é uma referência a Pôncio Pilatos que, nesta época, era o governador da Judéia. Ele é denominado “juízo” porque realmente sua palavra foi decisiva a respeito de Jesus, entregando-os às autoridades judaicas. “Tomais vós outros e julgai-O segundo a vossa lei”; João 18:31. Era também opressor, porque representava o império romano que, de fato escravizava e oprimia o povo judeu naquela ocasião.


9.3 – O SERVO HUMILHADO


Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca”, Is 53:7. Na estrada que desce de Jerusalém para Gaza, o evangelista Filipe, sabiamente orientado pelo Espírito Santo, explicou este texto ao eunuco etíope, dizendo-lhe que se tratava da pessoa de Jesus. Atos 8:32.
À semelhança da ovelha quando está sendo tosquiada, o Messias Jesus sofreu em silêncio as afrontas de seus algozes. Realmente Ele não abriu a sua boca. Tudo suportou por amor à vontade do Pai,conforme previu o salmista: “Pois tenho suportado afronta por amor de ti, e o rosto se me encobre de vexame”, Sl 69:7. Era coisa comum, naqueles tempos, ouvir-se uma pessoa acusada gritar veementemente alegando sua inocência; ou insultar seus acusadores, ou implorar justiça. De fato, era tão comum, que Pilatos estranhou que Cristo se conservasse calado.
A palavra “oprimido” apresenta o resumo das afrontas e dos ultrajes que Cristo sofreu dos seus contemporâneos, em conseqüência do julgamento falso que formaram a respeito da sua pessoa e da sua obra. O termo significa o tratamento cruel que os escravos recebiam dos senhores”.


10 – A MORTE DE JESUS

O capitulo doze de Êxodo descreve os fatos relacionados com a instituição da páscoa. Face à resistência de Faraó, não deixando ir os filhos de Israel, Deus ordenou a Moisés que preparasse o povo para a saída e, como memorial desse evento, instituiu a Páscoa.
No décimo dia do quarto mês (abibe ou nisã), cada família escolheria um cordeiro, conforme o número de pessoas da casa. O cordeiro, animal dócil e maleável, serve perfeitamente para representar a humildade e a mansidão do Messias Jesus, como Ele mesmo afirmou: “tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”, Mt 11:29.

10.1 – O CORDEIRO IMOLADO

Deus determinou também que o cordeiro fosse fisicamente perfeito. Não poderia ser coxo, aleijado, cego, ou ter qualquer outro defeito, pois deveria ter todas as condições físicas para tipificar a perfeição moral daquele que, mais tarde, seria apresentado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, João 1:29.
No dia quatorze de abibe (ou nisã), o cordeiro deveria ser imolado no crepúsculo da tarde. Este horário corresponde ao período que vai das 15 às 18 horas. Os evangelhos sinóticos informam que foi precisamente por essa hora que o Senhor Jesus expirou; Mt 27:46 – Mc 15:34 – Lc 23:44 (comparar com Êxodo 12:1-11).
A carne do cordeiro, depois de assada no fogo seria consumida durante a noite, com pães asmos e ervas amargas. Jesus mesmo explicou o significado tipológico desta figura, dizendo: “Porque a minha carne verdadeiramente é comida”, João 6:55. Sabemos que o alimento, antes de ser ingerido, passa pela mastigação. Foi exatamente isso que o profeta Isaias predisse a respeito de Jesus ao dizer: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído[triturado] pelas nossas iniqüidades, Is 53:5. Depois de triturado, o alimento passa pela deglutição, e, assim, é consumido. O próprio Jesus, falando por intermédio do salmista Davi, declarou: “Pois o zelo da tua casa me consumiu”, Sl 69:9.
O fermento, símbolo da corrupção, era terminantemente proibido durante a Páscoa. Os pães asmos (ou pães sem fermento), representavam a pureza de vida que deveria caracterizar todos aqueles que, pela fé, participariam do Cordeiro de Deus imolado no madeiro do calvário. Tanto assim que o apostolo Paulo, concitando os crentes de Corinto a uma vida de santidade, faz a seguinte exortação: “lançai fora o velho fermento para que sejais nova massa, como de fato sois sem fermento, pois Cristo [o Messias], nosso cordeiro pascal, já foi imolado por nós”, 1ª Cor 5:7.
As ervas amargas tipificavam as amarguras pelas quais passariam os israelitas no deserto, embora também representassem as adversidades da vida cristã, conforme Jesus mesmo previu: “no mundo tereis aflições”, João 16:3.
O cordeiro tinha de ser comido totalmente, mas se podia quebrar nenhum de seus ossos. O evangelista João informa que quando os soldados quebraram as pernas dos outros crucificados e, chegando-se a Jesus, como já estivesse morto, não lhe quebraram as pernas: “E isto aconteceu para se cumprir a escritura: nenhum dos seus ossos será quebrado”, João 19:36.
O salmista Davi, falando por divina revelação, também previu este fato, dizendo: “Preserva-lhe todos os ossos; nenhum deles sequer será quebrado”, Sl 34:20.
O sangue do cordeiro seria posto nas ombreiras das portas e janelas das casas em que o comessem. Este era o sinal de que os primogênitos israelitas seriam poupados da morte, naquela noite em que Deus feriu a terra do Egito. Assim também, o sangue do Cordeiro de Deus, derramado na cruz, é o sinal de que muitos serão livres da morte eterna.


10.2 – O MESSIAS CLAMANDO


“Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?”, Sl 22:1.
Estas palavras de Davi, proferidas por divina inspiração, cumpriram-se na pessoa do Messias Jesus, quando Ele agonizava na cruz, bradou em alta voz, dizendo: “Eloi Eloi lamá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” Mt 27:46.

10.3 – MORTO O UNGIDO

“Depois das sessenta e duas semanas será morto o ungido, e já não estará...” Dn 9:26.
As sessenta e duas semanas, aqui mencionadas, fazem parte integrante das setenta semanas de anos, nos quais os judeus seriam punidos por Deus por causa de seus pecados. O propósito dessa punição vem descrito pelas seguintes expressões: “fazer cessar a transgressão”; “pôr fim aos pecados”; “expiar a iniqüidade”; “trazer justiça eterna”; “selar a visão e a profecia”, “ungir o Santo dos Santos”: Daniel 9:24.


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